Sinopse

Ficha Artística

Num duelo carinhoso com o público, a Frente Casa dá voz à ação. Um espetáculo onde o espectador é confrontado com as suas próprias ações e com os pensamentos de quem o conduz e assiste todas as noites.

 

Uma Frente Casa. Uma entre tantas outras. Uma que sonha com as ínfimas possibilidades de cada noite. Uma que procura surpreender-se todos os dias com cada espetáculo. Sentada numa qualquer plateia de um qualquer teatro.

 

Declama Shakespeare enquanto espera pelos primeiros espectadores, decora falas de outros autores, dá passos de dança, imaginando o Lago dos Cisnes ou lê a programação. Espera muito, ela, pelo início dos espetáculos, pelas pessoas, pelo fim dos espetáculos, pelas pessoas. Por hoje é tudo, não tem mais público no teatro.

Um olhar sobre as reações, as vontades e os contratempos de quem assiste aos movimentos do seu público. Uma observação peculiar sobre a plateia e as pessoas que a ocupam, ao invés do que acontece em palco.

 

Trazer da plateia para o palco todas as situações embaraçosas, os pensamentos de quem acompanha o espectador ao seu lugar, as alucinações de quem chega atrasado para ver um espetáculo e as preocupações constantes com o que pode acontecer com um sem número de pessoas é o que dá forma a esta criação.

DA PLATEIA PARA O PALCO

TEXTO Maria Alves

 

ENCENAÇÃO Carlos Alves

 

CONSULTURIA ARTÍSTICA E ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Margarida Abrantes

 

INTERPRETAÇÃO Carlos Alves, Madalena Flores, Maria Alves

 

DESENHO DE LUZ Manuel Abrantes

 

MÚSICA AO VIVO FOQUE

 

PRODUÇÃO E COMUNICAÇÃO Joana Rodrigues

 

APOIO À CRIAÇÃO E RESIDÊNCIA ARTÍSTICA Metamorphose - Centro de Divulgação Artística

 

Ficha Artística

TEXTO Maria Alves

 

INTERPRETAÇÃO Diogo Correia, Maria Alves, Rita Soares

 

DESENHO DE LUZ Manuel Abrantes

 

MÚSICA AO VIVO Diogo Correia

 

COREOGRAFIA Rita Soares

 

PRODUÇÃO E COMUNICAÇÃO Maria Alves

 

APOIO À CRIAÇÃO E RESIDÊNCIA ARTÍSTICA Metamorphose - Centro de Divulgação Artística

EM GUERRA
O SINGULAR POUCO IMPORTA

Sinopse

Foi na primavera passada. As casas voltaram a ser habitadas, os animais de companhia passaram a ter o olhar atento da presença humana mais do que dois dias consecutivos e as famílias confrontaram-se com o tempo de um dia por completo. Os frigoríficos foram abertos mais do que o necessário, e a dispensa obteve uma percentagem equivalente à sala no que à carga horária diz respeito. Os encontros sociais ficaram adiados, as discotecas desabitadas e os palcos vazios.

 

O jornal público proclamava um Governo com “plano de choque para enfrentar coronavírus”. Uma nova guerra, possivelmente mortífera, onde todos fomos automaticamente expostos ao combate e enquanto uns procuravam a melhor arma para combater, a outra frente só tinha que se proteger. Entrámos em guerra e desde enão nunca mais saímos. Uma Ela e um Ele decidiram trocar cartas de amor, como um avô fizera para uma avó num combate ligeiramente diferente.

As cartas respiraram a forma de uma instabilidade aprisionada entre quatro paredes e uma impossibilidade conformista adjacente. A esperança de que o mundo pode mudar no fim daquele confinamento individual, faz as palavras catapultarem para um depois de tudo isto. A sensação de inércia que está diretamente associada ao passado, pretende agora, neste presente limitado, extravasar pela porta fora.

 

De volta a uma guerra que não conhece o fim, o presente vive-se da distância, dos isolamentos e nas bolhas que cada um criou para si numa luta desleal com a ciência, com a vida e consigo próprio. Um lugar incomum para quem o quotidiano acelerava um bocadinho mais todos os dias e assiste ao encadeamento lógico das ações a ser quebrado num abrir e fechar de olhos. Talvez também tenha sido esse o pensamento daquele avô quando partiu para a guerra.

 

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